quarta-feira, 14 de março de 2012


Antigo grupo escolar de água Negra que funcionava onde era a igrejinha adventista (década de 40). Em cima, da esquerda para a direita: Leda Marafiga, Gessy, Antunes, Antão e Walter Moreira.
Fila de baixo, esquerda para direita: Marlene, Zulai, Elza, Luis, Maria, Zeni e Locy.
Próximo à Água Negra fica uma cidadezinha chamada São Martinho da Serra. Alí viveu um poeta chamado Teófilo Vargas. Eu era criança e gostava muito dele. Tenho orgulho de ter sido meu amigo e saber até hoje algumas de suas poesias. Esta era a antiga casa do seu Teófilo e dona Cândida.





 A TAPERA DO REZENDE

A TAPERA DO REZENDE,
É UM VELHO RANCHO ASSOMBRADO.
CHEGA À NOITE A CASA PENDE
SAI CHISPA PRA TODO LADO. 
DÁ UM ESTRONDO A CASA FENDE,
BERRA UM BOI DESESPERADO. 
QUEM PASSA LÁ SE DEFENDE, 
USANDO A ARMA DO VEADO.

NO SILÊNCIO DAS HORAS MORTAS
APARECE UM JACARÉ. 
UM BURRO ATACA NAS PORTAS,
UM URSO DANÇA BALÉ. 
UM GATO DA BOCA TORTA 
CHUPANDO NUM PICOLÉ. 
O VIAJANTE NÃO SUPORTA, 
SAI GRITANDO E METE O PÉ.
TALVEZ DINHEIRO ENTERRADO 
DE ALGUM RICAÇO JESUÍTA. 
FICOU PRA SEMPRE ENCANTADO
LÁ NA TAPERA MALDITA. 
E O DIABO FOI CONVIDADO
PARA CUIDAR DA MARMITA, 
E O DIABO ENCARREGADO A COISA NÃO É BONITA. 

PRA SONDAR COM APARELHOS, 
JÁ TEM IDO MUITA GENTE.
QUANDO APARECE NO ESPELHO 
O TINHOSO DE REPENTE
COM UM BONEZINHO VERMELHO 
HORRÍVEL MOSTRANDO OS DENTES! 

MISTÉRIOS NINGUÉM DESVENDA 
DA TAL TAPERA ASSOMBRADA. 
HÁ MUITO DISPOSTA À VENDA,
MAS NINGUÉM COMPRA POR NADA. 
NINGUÉM COMPRA NEM A RENDA 
PORQUE A COISA É COMPLICADA. 
POUSANDO LÁ NA CONTENDA, 
É UMA CUECA CARIMBADA!

TEÓFILO FLORES DE VARGAS

élida Wolff, antiga moradora. (1952)

Gertrude Marafiga, irmã da vó Catarina. (década de 30)

Cartaz da "Voz da Profecia", utilizado na antiga igrejinha adventista de água Negra.

Casamento da dona Conceição e seu Nicanor (Década de 30 ou 40)

quinta-feira, 8 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012


Tio Antão e tia Tereza.

Aniversário de 50 anos de casados da vó Tilina e vô Marçal.

Vó Catarina.

Casamento dos tios Otávio e Jovita.

Os tios Otávio e Jovita quando eram noivos e a tia Zení com a prima Terezinha.

Nossos vizinhos seu Nicanor e dona Conceição. Saudades!

Minha Vó Catarina (Tilina) foi por muitos anos moradora da região. Aqui a vemos com suas filhas: no alto Loci e Maria. Sentados, da esquerda para a direita Jovita, vó, Zení e seu caçula Valcí. As filhas ainda mantém a chácara da vó como era, para matarmos a saudade.

Nossos queridos vizinhos seu Valdemar e dona Lídia. Moravam em uma bela chácara. Meus pais sempre me levavam para visitá-los. Deixaram saudades.

Família Marafiga. Quem lembra dos queridos tio João e tia Santa? Adventistas pioneiros na região. A tia Santa sempre sabia receitas de chás e "emplastros" para curar bernes, contusões e feridas. O Jaézer, filho mais novo ainda vive em Água Negra.

Esta era a casa do senhor Bino Lencina, um amável senhor que morava próximo à casa do Zépa. Ambos eram amigos, mas viviam brigando. O seu Bino tinha um lindo jardim com várias espécies de flores. Após sua morte as flores continuaram crescendo e os vizinhos costumavam levá-las ao cemitério no Dia de Finados.

Nosso querido amigo e vizinho, José Flores Marafiga, o Zépa. Quem lembra desse senhor? Morava próximo à ponte da Água Negra. Era um adventista fervoroso. Solteirão, apaixonado por uma moça chamada Ione Dornelles. O Zépa, como todos o chamavam era meu grande amigo. Certa vez fugi pelo campo seguindo-o. Eu o chamava em minha linguagem infantil:-Vapa! Vapa. Mas ele não me ouviu. Atravessou uma "pinguela" sobre o riacho e eu fiquei parada, olhando a água, até que fui resgatada pela Done, filha da dona Olinda.
O Zépa faleceu no Lar das Vovozinhas, com idade bastante avançada, na década de 70.

quinta-feira, 1 de março de 2012

A última morada

Local onde se localiza a Igreja, cemitério, casa mortuária e salão de festas onde a comunidade de encontra nos momentos felizes e tristes.

Igreja Católica

Foto da estrada que leva à Igreja Católica da localidade.